domingo, 18 de julho de 2010

pensei escultura para construir relevos






Definir o que é escultura não é tarefa fácil. É mais interessante ampliar a discussão em cima do tema do que respondê-la em uma frase. É comum vir à mente logo de início imagens míticas eternizadas em mármore como a Vênus de Milo e a David de Michelangelo, o Monumento às Bandeiras em São Paulo, as obras de Aleijadinho nas Minas Gerais. E com um pouco mais de esforço acabamos chegando a algum monumento de nossa cidade ou bairro.

Por outro lado, esculturas não precisam ser tridimensionais necessariamente; há vários outros materiais além do mármore, cobre, granito, bronze e pedra; não precisam ter formato definido como de um animal ou pessoa; nem ser relacionadas a algum período da história da arte como barroco ou neoclássico; e podem sim ser efêmeras, como de areia, ou de gelo e populares como as de barro de Caruaru. As esculturas estão presentes em todas as paisagens urbanas da história cumprindo um papel fundamental no sentido de explicitar a cultura e tecnologia de sua sociedade, bem como sua organização social e formas de Poder.

Esta série de esculturas em gesso fazem parte do trabalho final "relevos provocantes", apresentado no ateliê de escultura com a orientação do professor Fauster. Existem outras elaboradas no processo inicial de criação intituladas de "preliminares".


[1] Segundo Cristina Freire, no seu livro Além dos mapas, a origem da palavra “monumento” significa fazer lembrar (monere); para a autora, os monumentos visam a permanência da memória. Assim, ser grande não garante a monumentalidade de uma obra, tornar-se monumento significa pertencer a uma memória coletiva, ser reconhecido por uma audiência espontânea, que lhe garante importância e admiração.
Por isso, para de fato conhecer monumentos é necessário viver na cidade e partilhar seu imaginário.