segunda-feira, 27 de abril de 2015

"trânsito entre arte e política" - Sheila GARBO - 2012

"A arte mostra, como arte, COMO PRETENDE SE AUTOSSUPRIMIR." ..."ele estica o elástico da arte até seu máximo ponto de resistência, mas sem levar a ação de ROMPER COM A ARTE." ..."oximoron institucional e simbólico." (intro)

Fonte: http://fr.wikipedia.org/wiki/Dominique_Chateau

Dominique Chateau, né le  à Vincennes, est un philosophe français. Il a rédigé de nombreux ouvrages et articles en esthétique, philosophie de l'art et en études cinématographiques.



oxymoron 
ox.y.mo.ron 
n (pl oxymoraRhet oximoro: figura que consiste em reunir palavras aparentemente contraditórias.

Fonte: http://michaelis.uol.com.br/moderno/ingles/definicao/ingles-portugues/oxymoron%20_471976.html

..."muitos COLETIVOS DE ARTISTAS estão frente a esse desafio insolúvel de querer FUNDIR E DISSOLVER A ARTE NA VIDA CONCRETA..." ..."condições de possibilidade para uma GOVERNANÇA DE SI POR SI PRÓPRIO". P.1


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Beuys

Joseph Heinrich Beuys (Krefeld12 de maio de 1921 —Düsseldorf23 de janeiro de 1986) foi um artista alemão que produziu em vários meios e técnicas, incluindo esculturafluxushappeningperformancevídeo einstalação. Ele é considerado um dos mais influentes artistas alemães da segunda metade do século XX.

"...poderíamos encontrar na ideologia PRODUTIVISTA dos círculos de artistas da vanguarda russa dos anos 1918-1922 uma proposta CLARA DE DILUIÇÃO DA ARTE NA VIDA." P.1



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Proletkult

Proletkult é a abreviatura da expressão russa "proletarskaya kultura", que significa "cultura proletária". Foi um movimento literário surgido na Rússia em 1917. Entre seus criadores estão o teóricoAlexander Bogdanov e o poeta Mikhail Gerasimov. Durante sua existência, reuniu de artistas decadentes a futuristas.
De origem popular e manifestamente contrário à cultura burguesa, o movimento incentivava a produção de uma literatura de cunho social e político que fosse acessível ao povo, embora sem nenhuma vinculação ao governo ou ao Partido Comunista. Esse isolamento da situação política e econômica foi um dos motivos que levaram à extinção do movimento.
A partir de 1920, o Partido Comunista, então no poder, passou a criticar publicamente o Proletkult. Assim, sem uma ideologiafirme que o sustentasse e com a antipatia do governo, o movimento teve fim por volta de 1923.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Rodchenko

Aleksandr Mikhailovich Rodchenko (1891São PetersburgoRússia - 1956Moscou, Rússia) foi um artista plásticoescultorfotógrafo e designer gráfico russo, um dos fundadores doconstrutivismo russo e design moderno russo. Rodchenko era casado com a artista Varvara Stepanova.
Rodchenko foi um dos artistas mais versáteis do Construtivismo a emergir após aRevolução Bolchevique. Trabalhou como artista plástico e designer gráfico antes de girar para a fotografia e a montagem fotográfica. Sua fotografia era socialmente engajada, inovadora, e oposta ao retrato estético da época. Ciente da necessidade de uma série documental de fotografia analítica, fotografou freqüentemente seus assuntos em ângulos ímpares - geralmente muito de acima de ou abaixo - para chocar o espectador.
Fonte: http://historiadodesign.tumblr.com/

Alexander Rodchenko foi um artista, escultor, fotógrafo e designer gráfico da Vanguarda Russa. Ele foi um dos fundadores do Construtivismo e do design Russo.
Seu retrato de Lilya Brik, a “musa” da avant-garde Russa, inspirou a capa do álbum You Could Have It So Much Better, da banda escocesa Franz Ferdinand. Take me out, outro álbum da banda, também tem a capa inspirada por um trabalho desse artista.
..."em 1921 Rodchenko fala em CONSTRUÇÃO-ORGANIZAÇÃO, o material da arte que encontra no comunismo seu conteúdo" P.1







Fonte: http://historiadodesign.tumblr.com/
Os irmãos Stenberg
Os irmãos Vladimir e Georgi Stenberg não tiveram o status de El Lissitzky e de Alexander Rodchenko. A produção dos dois, entretanto, justifica o destaque dado a ambos no contexto da criação dos cartazes políticos russos. Eles possuíam experiência na produção cenográfica para teatros, meio no qual também trabalharam El Lissitzky e Rodchenko. A grande contribuição estética dos irmãos Stenberg está no fato de que, diferentemente de outros designers gráficos ligados ao Construtivismo, eles não trabalhavam com a fotografia, mas utilizavam as fotografias e os fotogramas cinematográficos como referência para seu trabalho. Batizada de “realismo mágico”, esta técnica se baseava na ilusão tridimensional. Este trabalho realizado por eles durou cerca de dez anos, tendo acabado por ocasião da trágica morte de Georgi Stenberg em um acidente de carro.
Por Daniela Cândida Barbosa.
"...o componente de uma VONTADE COMPLEXA DE TERRITORIALIZAÇÃO POLÍTICA DA ARTE." P. 1
A. Rodchenko,"Pilha de tábuas na madeireira de Vakhtan", 1930
Fonte: http://www2.eca.usp.br/cap/ars2/debate.pdf

LIVRO: Do quadro de cavalete à máquina, 1923.

Quem foi Nikolay Tarabukin? Por que adotá-lo como fonte e ponto de
vista privilegiado sobre o debate artístico na Rússia revolucionária? Nascido em
Moscou, em 1889, e tendo estudado filosofia, história da arte e filologia na
Universidade de Moscou, Tarabukin participou do núcleo original do construtivismo
russo, tornando-se um dos mais ativos e proeminentes membros do
movimento, como debatedor, pensador, teórico da arte e autor de textos historiográficos.
De 1921 a 1924, Tarabukin foi secretário acadêmico do INKhUK,
o Instituto de Cultura Artística, órgão estatal que funcionou de 1920 a 1924, e
cujos debates e pesquisas, desenvolvidos pelo Grupo Geral de Análise Objetiva,
do qual o autor fazia parte, resultaram diretamente na constituição, em março
de 1921, do primeiro Grupo de Trabalho Construtivista. Tarabukin colaborou
também com a OBMOKhU, a Sociedade dos Jovens Artistas, um grupo de agitação
fundado em 1919, nascido dos Ateliers Livres, que sucederam à dissolução
das escolas e academias de arte do Ancien Régime tzarista.
Luiz Renato Martins*

..."encontramos a mais fascinante proposta de ABSORÇÃO DA ARTE PELO PROCESSO PRODUTIVO INDUSTRIAL." ..."forma de produção METAMORFOSEADA DOS VALORES DA CULTURA MATERIAL" P.2



...justificativa POLÍTICA DO FUNCIONALISMO." "...Pensava numa mudança total das FORMAS DE VIDA, entre elas, o sistema de produção. A arte se propunha entregar suas virtudes metodológicas a um processo de produção de bens TOTALMENTE RENOVADO. Utopia perfeitamente enunciada e analisada por TARABUKIN, mas IRREALIZÁVEL como práxis concreta." " A arte SEMPRE FOI POLÍTICA se pensarmos em seus comprometimentos com funções de propaganda, de serviços para os soberanos, laicos ou religiosos." P.2-3




Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Edif%C3%ADcio_Gustavo_Capanema

O atual Edifício Gustavo Capanema ou Palácio Capanema (também largamente conhecido pelo seu uso original, o Ministério da Educação e Cultura, ou ainda como MEC) é um edifício público localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, à Rua da Imprensa, número 16.
Seu revestimento externo é decorado por azulejos de Cândido Portinari, além de pinturas de Alberto Guignard, Pancetti e esculturas de Bruno Giorgi, Jacques Lipchitz e Celso Antônio Silveira de Menezes.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_e_Paz_%28Candido_Portinari%29

Guerra e Paz são dois painéis de, aproximadamente, 14 x 10 m cada um produzidos pelo pintor brasileiro Candido Portinari, entre 1952 e 1956. Os painéis foram encomendados pelo governo brasileiro para presentear a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, mas antes de partirem, em 1956, foram expostos numa cerimônia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que contou com a presença do então Presidente Juscelino Kubitschek.
Os primeiros estudos para a obra surgiram em 1952, quando Portinari realizava uma outra encomenda, feita pelo Banco da Bahia, com a temática de retratar a chegada da família real portuguesa à Bahia. Com o auxílio de Enrico Bianco e deMaria Luiza Leão, os painéis Guerra e Paz foram pintados a óleo sobre madeiracompensada naval. Enquanto um é uma representação da guerra, o outro representa a paz. Por seu trabalho com os painéis, Portinari foi agraciado em 1956 com o prêmio concedido pela Solomon Guggenheim Foundation de Nova York. Naquela ocasião, o crítico de arte Mario Barata publicou a seguinte nota no Diário de Notícias:
Cquote1.svgNunca, na arte moderna do mundo inteiro, um pintor viu as suas obras substituírem-se aos acorde de Wagner e Verdi, à fantasia dos ballets de Chopin, à majestade das orquestras sinfônicas. Pela primeira vez no século XX, o maior teatro de uma cidade transforma-se em templo da pintura

Cinquenta e quatro anos depois, em dezembro de 2010, os painéis deixaram a sede da ONU e retornaram ao Brasil para uma restauração que ocorrerá no Palácio Gustavo Capanema, de fevereiro a maio de 2011, em ateliê aberto ao público. Graças aos esforços do Projeto Portinari, do Governo Federal, através do Ministério da Cultura e do Itamaraty, de instituições internacionais e de empresas estatais e privadas, a obra será exposta no Brasil e no exterior até agosto de 2013, enquanto a sede da ONU sofrerá uma grande reforma.
No retorno ao Brasil, contou com uma exibição franca que foi de 22 de dezembro de 2010 até 6 de janeiro de 2011, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A exposição foi visitada por mais de 40 mil pessoas. Do Rio, os painéis seguiram para São Paulo (Memorial da América Latina) e, após, um itinerário que deve passar pelo Grand Palais, em Paris, pelo Memorial da Paz de Hiroshima, no Japão, pelo Auditório Municipal de Oslo, onde ficarão expostos durante a entrega do Prêmio Nobel da Paz, e pelo Museu de Arte Moderna de Nova York.
Atualmente encontra-se exposto no Grand Palais de Paris

,,,encontramos, no contexto da construção das repúblicas, instituições e organismos que ENCOMENDARAM PROGRAMAS ICONOGRÁFICOS para ressaltar OS VALORES DE UMA NOVA CONSTRUÇÃO POLÍTICA." "A arte republicana, por ser arte de propaganda, PROLONGA UMA RETÓRICA CULTURAL E VISUAL JÁ INERENTE À POLÍTICA ARTÍSTICA DOS REIS E IMPERADORES..."P.3



"...como, no final do século XVII, a de um Luís XIV, monarca absoluto, encomendando PROGRAMAS PICTÓRICOS dedicados A SUA PRÓPRIA GLÓRIA." "Em muitos exemplos que nos levam do século XIV até o XIX, podemos falar em serviços encomendados por mandatários institucionais e governamentais para INSUFLAR ENERGIA MORAL E CRIAR CIMENTO CULT URAL através dos valores REPRESENTADOS ou ALEGORIZADOS. Tratava-se de EXPOSIÇÃO DIDÁTICA, de PEDAGOGIA. Tratava-se do exercício de um PODER DE TRANSMISSÃO, a proposta sendo levar os súditos ou cidadãos a INTERIORIZAR OS VALORES. Com a arte moderna, os valores NÃO SERÃO MAIS PROPOSTOS DA MESMA MANEIRA." "A linha de divisão entre os ciclos de propaganda acima mencionados e muitas propostas da arte do século XX reside para mim na DIFERENÇA ENTRE INTROJEÇÃO E PARTICIPAÇÃO." "Mondrian situa seu trabalho no âmbito da CONSCIÊNCIA: tocar o olhar, sim, mas transformar o olhar de tal maneira, QUE SE TORNE OLHAR DA CONSCIÊNCIA, e não mais um simples olhar RETINIANO." P.3








..."Para mim, a revolução mais radical foi, em termos de implicação imediata, ESSA PENETRAÇÃO EM FORÇA DO REAL AMBIENTAL E COTIDIANO NA IMAGEM, no domínio nobre da imagem, a pintura. O real concreto, efetivo atual, como COMPONENTE DA IMAGEM, abalando as hierarquias da arte nobre...A ARTE JÁ TROCAVA DE PELE." P.4

http://en.wikipedia.org/wiki/Albert_Gleizes

Albert Gleizes (8 December 1881 – 23 June 1953), was a French artist, theoretician, philosopher, a self-proclaimed founder of Cubism and an influence on the School of Paris. Albert Gleizes and Jean Metzinger wrote the first major treatise on Cubism, Du "Cubisme", 1912. Gleizes was a founding member of the Section d'Or group of artists. He was also a member of Der Sturm, and his many theoretical writings were originally most appreciated in Germany, where especially at the Bauhaus his ideas were given thoughtful consideration. Gleizes spent four crucial years in New York, and played an important role in making America aware of modern art. He was a member of the Society of Independent Artists, founder of the Ernest-Renan Association, and both a founder and participant in the Abbaye de Créteil. Gleizes exhibited regularly at Léonce Rosenberg’s Galerie de l’Effort Moderne in Paris; he was also a founder, organizer and director of Abstraction-Création. From the mid-1920s to the late 1930s much of his energy went into writing (e.g., La Peinture et ses lois (Paris, 1923), Vers une conscience plastique: La Forme et l’histoire (Paris, 1932) andHomocentrisme (Sablons, 1937).

"O que as vanguardas dos anos 20 nos mostraram é que A FORMA NÃO É INOCENTE E QUE SUA ELABORAÇÃO PODE DEPENDER DE VISADAS SINGULARES.." P.4

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Schiller

Johann Christoph Friedrich von Schiller (Marbach am Neckar10 de novembrode 1759 — Weimar9 de maio de 1805), mais conhecido como Friedrich Schiller, foi um poetafilósofo e historiador alemão. Schiller foi um dos grandes homens de letras da Alemanha do século XVIII, e juntamente com Goethe,Wieland e Herder é representante do Romantismo alemão e do Classicismo de Weimar. Sua amizade com Goethe rendeu uma longa troca de cartas que se tornou famosa na literatura alemã.

..."a possibilidade de a arte ORGANIZAR E CONFIGURAR UM REFERENCIAL ÉTICO OU NORMATIVO, e não apenas ESTÉTICO, para as pessoas." P.5




Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Kosuth


Joseph Kosuth (ToledoOhio31 de janeiro de 1945) é um influente artista conceitual americano.
Kosuth estudou belas artes na escola de artes visuais em New York.
Seu trabalho é geralmente esforçado em explorar a natureza da arte, focalizando em idéias na marginalidade da arte em vez de produzir a arte por si mesmo. Assim sua arte é muito baseada na auto-referência, e uma típica afirmação dele é:
“O 'valor' de artistas particulares depois de Duchamp, pode ser medido de acordo com quanto questionaram a natureza da arte.”
Um de seus trabalhos mais famosos é “Uma e três cadeiras”, uma expressão visual do conceito de Platão das formas. A parte caracteriza uma cadeira física, uma fotografia dessa cadeira, e o texto de uma definição de dicionário da palavra “cadeira”. A fotografia é uma representação da cadeira real situada no assoalho, no primeiro plano do trabalho de arte. A definição, afixada na mesma parede que a fotografia, delineia nas palavras o conceito do que é cadeira, e nas suas várias encarnações. Nesta e outra, trabalhos similares, Cinco palavras no néon azul e vidro um e três, Kosuth envia as indicações tautologicais, onde os trabalhos são literalmente o que dizem que são.
Em uma adição a sua arte-final, escreveu diversos livros na natureza da arte e dos artistas, incluindo O artista como o antropólogo. Em seu ensaio “Arte após a filosofia” (1969), discutiu que a arte é a continuação da filosofia, que viu em uma extremidade. Como o Situacionismo rejeitou o formalismo como um exercício no estético, com sua função para ser estético. OFormalismo limita, disse ele, as possibilidades para a arte com o esforço criativo mínimo posto adiante pelo formalista. Mais distante, desde que o conceito é negligenciado pelo formalista, “a crítica formalista não é não mais do que uma análise dos atributos físicos dos objetos particulares que ocorrem existir em um contexto morfológico”. Discute mais e mais que a “mudança 'da aparência' para o 'conceito' (que começa com o primeiro feito não auxiliado de Duchamp) era o começo 'da arte moderna' e o começo da 'arte conceitual'". Kosuth explica que os trabalhos da arte conceitual são proposições analíticas. Sãolingüísticos no caráter porque expressam definições da arte. Isto faz deles tautológicos. Nesta veia estão outras de suas partes bem conhecidas: Em Figeac, Lot, France, no “Place des écritures” (lugar das escritas) é uma cópia gigante da pedra de Rosetta.