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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

viagem a SP em Dezembro/2014

Grand Space Brooklin - luxo

hall decorado para o Natal/14

delicadeza de minha irmã Lívia


poltronas MEGA-hipsters

pintura em tela, 9 fases

objetos 

dupla de quadros com moldura vermelha - presente meu!


parede temática WORLD SURF

gata linda

poster descolado na sacada

gata perfeita!

Picasso!

Roy Lichtenstein - conceito vintage

decoração de Natal El Dorado Shopping SP

os animais se movimentavam e emitiam sons

dupla engraçada tocando gaita


pelúcia - atrativo para crianças




esse tipo de foto fica bem melhor quando tem uma pessoa ao lado para que possamos COMPARAR tamanhos, e ter noção de escala! bolas GIGANTES de árvore de natal!


risoto com alho poró e filet - por Willian

um gato maravilhoso!

lindo

pegajoso

presente

companhia toda hora

a pretinha

espetáculo de dança flamenga - COLORES

no teatro Rondon Pacheco, em Udia, tive a honra de prestigiar esse evento em que minha irmã Carla Borela participou lindamente com sua dança e beleza no palco!










portfolio





terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

momentos arte & música


aula de desenho com tatu-canastra taxidermizado




apresentação de violino na vernissage da exposição Descobrindo Desenhistas no Instituto SEVA

ideias do crítico de arte Claudio Strinati

Claudio Strinati, historiador e crítico italiano, entrevista para a revista Carta Capital, Ago/2014.

Faço aqui algumas pontuações do que achei bastante interessante na fala do crítico:

De fato, existem no mundo da cultura pessoas que consideram a arte contemporânea como mera especulação, mas eu não tenho a mesma opinião, por um motivo bem preciso: porque acredito que a arte contemporânea não existe e não existe uma única definição dela. Arte contemporânea é, por princípio, aquela que se faz no nosso tempo. Essa arte tem de tudo: tem o nada, mas também existem manifestações de grande qualidade – no cinema, no teatro, na música, que até prova em contrário também são artes. Não podemos medir tudo pela mesma bitola. Não concordo com a condenação indiscriminada da arte do nosso tempo.

Se você se refere ao fato de que hoje, no campo das artes figurativas, se produz uma quantidade inacreditável de coisas feias e molestas, eu concordo. Mas isso é ligado a uma produção muito mais ampla em relação ao passado. Nos séculos anteriores, a produção artística era quase exclusivamente europeia, e a profissão de artista plástico era exercida por poucos milhares de pessoas, entre os quais os grandes mestres eram minoria. Hoje no mundo existem milhões de artistas figurativos. Quando o número de artistas era menor, os péssimos se notavam menos... Na imensa quantidade de trabalhos dos nossos dias, orientar-se é mais difícil. Existe enorme quantidade de material considerado artístico que não é válido e não pode ser definido como arte contemporânea.

Arte plástica é visão, e o homem vive de experiências estéticas, mas hoje vivemos em um mundo onde essas experiências são contínuas e frenéticas, através de imagens de alta qualidade transmitidas por tevê, cinema, fotos, vídeos e até vitrines de loja. Antigamente, ao contrário, a experiência de visão da humanidade era só a arte figurativa: quadros e esculturas nas igrejas e nos palácios ou nos raros museus. Essas obras continuam sendo produzidas, mas são relativizadas pelas experiências estéticas do outro tipo. Nos dias de hoje, o artista oferece a “tradicional” obra plástica que chega ao usufruidor no final de um processo que lhe é estranho. Pensamos no desenfreado interesse pelo futebol: a visão de uma partida tem valor estético maravilhoso, e o espectador de tevê vive uma experiência envolvente e fascinante. Por outro lado, percorrendo uma exposição de arte contemporânea, o visitante não tem tempo para aprofundar o conhecimento da história nem o processo criativo do artista, bombardeado como é por mensagens estéticas muito mais intensas e diretas. Então, é comum considerar aquela “arte” como um imbróglio.

Você se refere a um fenômeno que sempre aconteceu na história da arte, mas só os especialistas sabem disso. Por exemplo, Mr. Saatchi (homem de negócios e colecionador britânico) está para Damien Hirst (aquele que vende prateleiras com pílulas) exatamente como Lorenzo di Pierfrancesco de’ Medici estava para Botticelli no século XV. O grande mecenas projeta em um artista seu próprio pensamento e suas próprias aspirações; sustenta-o, faz aumentar seus preços e o indica à sociedade como um modelo de referência, quando, na realidade, o modelo de referência é ele mesmo, o mecenas. A objeção poderia ser: mas Botticelli era um grande artista e Damien Hirst, não. Posso concordar, mas atenção: também no tempo de Botticelli muitos diziam que o autor da Primavera estava na primeira linha só por ser amigo dos Medici, que muito melhor do que ele era Perugino, por exemplo. Na arte, sempre existiu o sistema da amizade ou recomendação. Quando Enrico Scrovegni, o banqueiro paduano, decidiu pintar sua capela e a encomendou a Giotto, ele era o mecenas mais influente da sua época, o Saatchi dos anos 1300. Claro que Giotto era o maior pintor do século, mas é verdade também que foi imposto pelo seu patrocinador, que com seu dinheiro inflou muito o valor de suas obras.

Você quer me dizer que Damien Hirst é uma porcaria. Feitos os esclarecimentos acima, eu não tenho nenhuma dificuldade em concordar e afirmar que ele não é um grande artista, mas com isso não demonstramos nada, porque sempre vão existir outros com opiniões diferentes da nossa. O juízo sobre a obra de arte é muito difícil: o que hoje pode parecer banal poderá, dentro de 500 anos, parecer interessante, e vice-versa. De qualquer forma, o Hirst conseguiu um objetivo: estamos falando dele. No mundo de hoje, como no passado, isso é fundamental.

Posso dizer que Caravaggio dedicou muito tempo à sua promoção e era apoiado por um dos maiores patrocinadores de seu tempo: o mais rico banqueiro europeu dos anos 1600, Orazio Costa. Então, as diferenças entre passado e presente são relativas. O artista e escritor flamengo Karel van Mander, que em 1603 resolveu tentar a sorte em Roma, foi testemunha dessa realidade. Ele conheceu Caravaggio no auge da fama e escreveu sobre ele nos seguintes termos: “Personagem único no mundo, louco sem critério, mas verdadeiro prodígio na sua arte. Usa um método curioso: quando pinta se fecha no atelier, não come, não bebe, mas, acabada a obra, passa meses sem fazer nada, passeia pela cidade e encontra amigos”. Portanto, digo eu, Caravaggio dedicava muito tempo à sua promoção. Obviamente, não podemos comparar Caravaggio a Damien Hirst: o primeiro era um titã como artista, o segundo é medíocre. Mas: ambos chamaram muita atenção dos contemporâneos e foram muito malfalados por eles em termos artísticos. Hoje ninguém pode afirmar que Caravaggio não é um grandíssimo artista, mas só a história, com a prudente sedimentação da consciência crítica, confirmou esse julgamento. Por princípio, devemos afirmar que o ser humano tem inteligência e deve julgar. Então, esses raciocínios devem produzir uma lição: não devemos renunciar a expressar nossa avaliação sobre arte. Se consideramos que a maior parte da arte plástica da nossa época é um imbróglio, é justo pensá-lo e dizê-lo. Ao mesmo tempo, eu preciso ser prudente e não me arriscar a dizer que aquilo de que eu não gosto não é arte, porque a história poderá me desmentir clamorosamente.

Eu também acho que a autêntica guia da verdadeira arte é a emoção pessoal, acompanhada da confiança nos próprios sentimentos, sem preconceitos.  A espontaneidade tem de ser também educada através da cultura, que se acumula com o tempo, como aconteceu com você adulto ante o Davi. Às vezes, o ser humano parte de posições preconceituosas e acha que em determinadas situações não é possível provar emoções. Como no amor: há pessoas que não amam facilmente, não porque não encontram pessoas para amar, mas porque fazem resistência dentro de si. Não se abandonam ao sentimento. Mas, se conseguem fazê-lo, depois descobrem que a própria capacidade de amar pode ser estendida até a pessoas que achavam não merecer. Arte é a mesma coisa. Cuidamos das nossas emoções, esta é a lição. Entre as grandes virtudes do ser humano, há a espontaneidade, a sinceridade, a honestidade, que a arte pode exaltar.

O único consolo nessa situação é que, tanto na bolsa quanto na arte, quando os valores crescem de maneira hiperbólica, com certeza eles estão inflados e provavelmente cairão. Em geral, é inevitável que a arte chegue a valores muito elevados, porque tende historicamente a ser inflada. Também um quadro de Caravaggio custava uma fortuna e sabemos, por documentos históricos, que as obras de outros bons pintores da época, como Baglione ou Pomarancio, custavam dez vezes menos. As cotações de Caravaggio oscilaram muito nos séculos, confirmando que é difícil dar um valor absoluto à arte. O valor financeiro da arte é ligado a múltiplos parâmetros subjetivos e às épocas. Entendo a indignação, porque certos excessos são deploráveis, mas, infelizmente, cabem na realidade do nosso tempo.

Continuo completamente de acordo com Jean Clair. A degradação da dimensão técnica é culpa grave de muitos artistas. Seja qual for a forma de arte, não é possível prescindir de formação e de atitude técnica. É verdade que alguns personagens subiram na escala do sucesso artístico sem ter essa capacidade, mas acho que um dia desaparecerão. Arte é saber e fabricação.

Eu não tenho receitas, mas acredito que a única saída seja a educação, a valorização das escolas. Em muitos países, graças à supremacia ideológica da tecnologia, essa possível solução é depreciada, infelizmente. A formação permite também à nossa mente exercitar-se de maneira livre, honesta e sincera. Este é o papel das escolas e dos centros de formação. A fórmula pode ser: valorizar a formação e os estudos – e a arte será mais apreciável.

O papa tem toda razão. Se é o valor material de uma obra que deve ser valorizado acima de tudo, não se vê mais a arte, porque o dinheiro gera cegos. Efetivamente, o demônio é aquele que esconde a verdade. A fé, a arte, a cultura nos fazem ver. Seguir a lição de Francisco faria muito bem a todos.


facebook desativado

essa semana desativei minha conta no facebook (temporariamente ou não)
facebook é uma ferramenta tecnológica de visualização de IMAGEM e TEXTO, mas acho que é principalmente a IMAGEM que movimenta os olhares dos curiosos pelo LIVRO DE CARAS
esse livro pode ser lido de várias maneiras, algumas não são saudáveis
é preciso saber entender o que se procura, que tipo de relacionamento
alguns podem ser desastrosos
não vou morrer sem facebook por algum tempo
pelo contrário
vou resignificar meu modo de OLHAR o mundo ao meu redor, ou o mundo virtual - que eu acho que é o mundo real quando estou conectada à essa rede
no aspecto profissional, tudo bem ter um perfil no facebook, atualizar informações e lançamentos de produtos, novidades trazidas por clientes criativos por exemplo. deixar de seguir amigos com postagens pessoais (onde está, o que come, o que faz) e seguir APENAS EMPRESAS, LOJAS, PRODUTOS.
de fato o WHAT´S UP já deu lugar às comunicações entre amigos e familiares e o FB está cada vez mais sendo usado profissionalmente, para divulgação de marcas e produtos

quando estamos fixados à rede social, parece que nossa condição de OLHAR FICA BANALIZADA, a maneira como VEMOS AS COISAS se torna fútil, motivo de piada ou de manifestação imediata contra posições alheias
enquanto a relação do meu OLHAR sobre as coisas e as pessoas continuar sendo sensível às postagens que causam descontentamento visual vou procurar ter mais cuidado com o MODO DE VER e de perceber o que realmente faz SENTIDO na minha vida, deixando pra trás os LIXOS IMAGÉTICOS
quando algo desperta em nós o nosso pior, algo está errado


por outro lado, existem inúmeras outras maneiras de procurar OLHAR BELAS IMAGENS, inspiradoras como esta da CÁSSIA NUVENS

domingo, 18 de janeiro de 2015

Emily Balcetis: por que algumas pessoas sentem mais dificuldade de fazer exercícios físicos que outras






Teorias da Arte

TEORIAS de Fundação

  • ambientais
-Platão:A ORIGEM DO TEÓRICO PARA A ARTE
-Hegel: ARTE COMO SINTOMA
-o halo romântico
-Nietzsche, Shopenhauer: ARTE COMO VIDA


TEORIAS INJUNTIVAS

-Aristóteles: AS REGRAS DA ARTE
-Kant: SÍTIO DA ESTÉTICA
-Adorno: A NEGAÇÃO DA CRÍTICA

TEORIAS de Acompanhamento


  • Teorias secundárias
-EIXO HERMENÊUTICO
-EIXO SEMIOLÓGICO

Práticas teorizadas


  • UMA TEORIZAÇÃO PRÁTICA: a crítica de arte
-Diderot
-Greenberg

  • UMA PRÁTICA QUE É PENSADA (OU ISTO NÃO É UM LIVRO)
  • O RUMOR TEÓRICO


Buenos Aires Argentina Dezembro 2025 (parte 1)

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